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"Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que
ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade"
(Eclesiastes 5:10).
O dinheiro pode comprar uma cama mas não o sono, um martelo
mas não um carpinteiro, "coisas" mas não amigos, um
brinquedo mas não a felicidade da criança, uma caneta e
papel mas não um autor, um lápis mas não uma idéia, uma casa
mas não um lar, um acordo mas não a paz, pinturas mas não um
artista, lentes mas não a vista, uma cadeira mas não o
descanso, um computador mas não sabedoria, uma escola mas
não alunos, morte mas não vida, uma bandeira mas não
patriotismo, uma arma de fogo mas não um soldado, um livro
mas não conhecimento, uma máquina mas não uma habilidade,
uma escrivaninha mas não um professor, um nome mas não um
homem, uma igreja mas não uma religião, um altar mas não
salvação, e uma cruz mas não um Salvador. (Ellen Meisberger)
Muitas vezes passamos os dias de mau-humor simplesmente
porque não temos dinheiro para comprar uma roupa da moda, ou
o carro que nosso vizinho já comprou e muitas outras coisas
que julgamos serem imprescindíveis para que alcancemos a tão
sonhada felicidade.
Por causa do dinheiro brigamos com as pessoas que mais
amamos, fechamo-nos para outras que poderiam se tornar
grandes amigas, e até a família é deixada de lado para que a
ambição de possuir mais e mais tenha espaço livre em nossas
vidas.
Mas, como escreveu a autora de nossa ilustração, será que
essa busca incessante é realmente importante para a vitória
que almejamos? O ajuntar tesouros suprirá a ausência dos
bens que perdemos durante a caminhada em busca da riqueza?
Não podemos esquecer que uma noite bem dormida, o bate-papo
com os amigos, o sorriso alegre de uma criança após um
abraço, o amor e perdão dos pecados pelo nosso Salvador e a
vida eterna com o Pai celestial, não podem ser adquiridos
pelo dinheiro que tanto desejamos. E são exatamente estas
coisas que o dinheiro não compra que proporcionam a
verdadeira felicidade.
Paulo Roberto Barbosa: tprobert@intervox.nce.ufrj.br