"Nunca é demais um acidente a menos" Nilton P.

Esse blog foi montado por um aluno da AM06, do Senac São José dos Campos. Um espaço dedicado ao debate da profissão e ao crescimento dos profissionais da área. Obs: Todas as vagas são de responsabilidade dos anunciantes e não do blog.

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Arquivo de: Dezembro 2006, 02

02.12.06

AVALIAÇÃO DO PPRA NAS AGROINDÚSTRIAS DE SC

Carlos Klein - Graduando em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado

Planejamento pré-definido para o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
Todas as agroindústrias catarinenses pesquisadas cumprem com a obrigação de possuírem um planejamento para a aplicação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (a Lei obriga a elaboração de um planejamento com metas, prioridades e cronograma de controle dos riscos ambientais), tal regularidade é fundamental para um perfeito andamento do programa, bem como, cria mais um meio para a prestadora de serviços de prevenção laboral desenvolver seu trabalho e fornecer um planejamento mais adequado à necessidade da empresa.

Responsável pela aplicação do PPRA na empresa
Identificamos que 80% das agroindústrias utilizam-se de serviços de seus funcionários para aplicar o PPRA, apenas 20% adquirem este serviço através da terceirização.
Percebe-se que a maioria das empresas prefere desenvolver seus próprios funcionários ou então contratar novos para desenvolverem o PPRA dentro da empresa. É necessário o aprofundamento deste assunto para assim identificar qual o fator principal de tantas empresas aderirem ao serviço interno ao invés de se utilizar da especialização e comodidade de serviços terceirizados.
Das empresas pesquisadas, duas utilizam serviços terceirizados para a aplicação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, sendo que, uma se sente satisfeita pelo serviço realizado pela prestadora e a outra agroindústria está indiferente aos serviços, ou seja, nem satisfeita, nem insatisfeita.
Analisando o resultado apontado pelas duas empresas que utilizam serviços terceirizados, podemos dizer que existe uma acomodação, ou seja, está se fazendo o necessário para cumprir a Lei, mas não superando expectativas do cliente.

5 CONCLUSÕES
Analisados os dados, notamos a importância do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) para as empresas agroindustriais do Estado de Santa Catarina.
Mesmo sendo exigido por Lei através da NR 09 (Norma Regulamentadora) vale mais dizer que a valorização do recurso humano vem crescendo constantemente e criando um compromisso com um valor tão importante quanto a própria norma, fazendo com que se desenvolvam programas que visam o bem-estar e a saúde do colaborador, bem como, a melhoria do convívio externo, criando uma ótima imagem da empresa à sociedade.
O espaço utilizado pelos próprios funcionários das agroindústrias na elaboração do PPRA pode ser um mercado a ser desenvolvido pelas prestadoras de serviços da saúde laboral, que, com uma carga de experiência e aplicação vem contribuindo para o aperfeiçoando.
Avaliamos que o mercado de Prevenção Laboral está em forte crescimento nas agroindústrias catarinenses, sendo influenciado pelo aumento da preocupação com a saúde e o ambiente, criando campo para profissionais especializados e que buscam a cada dia um empenho maior na aplicação do conhecimento, atendendo à demanda e superando expectativas de seus clientes.

BIBLIOGRAFIA
CARVALHO, Geraldo Mota de. Enfermagem do Trabalho. São Paulo: EPU, 2001.
COUTO, Hudson de Araújo. Novas Perspectivas na Abordagem das LER/DORT. Belo Horizonte: Ergo, 1995.
FAVRETTO, Jacir. A Contribuição do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) na Organização para a Melhoria da Qualidade de Vida e Adequação a Legislação. Concórdia, 1997.
KANAANE, Roberto. Comportamento Humano nas Organizações: O Século XXI. São Paulo: Atlas, 1995.
KEEN SYSTEM. A Ergonomia que Funciona. [On-line] Disponível na Internet: URL: http://www.aergonom iaquefunciona. com.br. Acesso em 29 setembro 2002.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diagnóstico, tratamento, reabilitação, prevenção e fisiopatologia das LER/DORT. Série A. Normas e Manuais Técnicos, nº 103. Brasília, 2001.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Segurança e Saúde no Trabalho. [On-line] Disponível na Internet: URL: http://www.tem. gov.br. Acesso em 15 setembro 2002.
ROCHA, Lys E.; RIGOTTO, Raquel M.; BUSCHINELLI, José T. P.. Isto é Trabalho de Gente? Vida, doença e trabalho no Brasil. São Paulo: Vozes, 1993.
SALIBA, Tuffi Messias, et al. Higiene do Trabalho e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. São Paulo: LTR, 1997. 10 UNIVERSIDADE SÃO CAMILO. O Mundo da Saúde. São Paulo: São Camilo, 2001.

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  • Postado em 20:22:25

AVALIAÇÃO DO PPRA NAS AGROINDÚSTRIAS DE SC

Carlos Klein - Graduando em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado

3 METODOLOGIA
O método utilizado para a obtenção dos dados foi o questionário. Sua estrutura foi construída com base no working paper ‘A Construção de um Questionário’, de Hill, 1998. Desenvolveu- se uma página de Internet exclusiva para o questionário, tendo como endereço o seguinte: http://www.pesquisappra.hpg.com.br.

O questionário foi elaborado com 10 (dez) perguntas fechadas para captação de dados qualitativos e quantitativos que demonstrassem resultados práticos com teor exato do que o entrevistado desejava responder. Por meio da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – Fiesc, foram selecionadas as 15 (quinze) maiores empresas agroindustriais do Estado de Santa Catarina, tendo como referência a quantidade de funcionários.
As empresas foram contatadas por telefone através dos responsáveis pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais da área de Medicina e Segurança do Trabalho para que autorizassem o envio dos questionários.
Tendo a devida autorização, foi encaminhado no período de 01 de setembro a 01 de outubro de 2002 um e-mail via Internet para cada empresa, neste, foram descritos dados que esclareceram a intenção e importância do questionário, e, também, o endereço eletrônico do questionário.
Das 15 (quinze) empresas questionadas, 10 (dez) responderam e enviaram o questionário.
As informações obtidas foram analisadas e apresentadas através de gráficos e tabelas seguindo as metodologias literárias referentes ao Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, dando assim a importância adequada a cada informação.

4 ANÁLISE DOS DADOS
Principais riscos ambientais que atuam nas agroindústrias de SC
Tabela 01
Principais riscos ambientais que atuam nas agroindústrias de SC Riscos ambientais

Qtdade. de empresas % Ruidos
10 100% Bactérias
9 90% Temperat. extremas
7 70% Poeiras
7 70% Gases e Vapores
7 70% Fumos
4 40% Neblinas
4 40% Parasitas
4 40% Névoas
3 30% Vibrações
2 20% Vírus
2 20% Protozoários
2 20% Pressões anormais
1 10% Radiações Ionizantes
Fonte: Pesquisa do autor, 2002.

Podemos verificar que nas dez agroindústrias pesquisadas, todas apontaram que os ruídos são o principal risco ambiental atuante no meio laboral. Tal afirmação faz refletirmos e observarmos a obviedade, ou seja, em quase todos os casos onde há produção há vibrações, estas formam os ruídos, sejam de máquinas, equipamentos, deslocamento de produtos e materiais, uma constante necessária dentro de uma empresa.
O segundo risco ambiental destacado na opinião dos profissionais da segurança do trabalho são as bactérias, micro-organismos primitivos unicelulares que se multiplicam muito rápido (podem dobrar sua quantidade a cada 20 minutos) que causam odor desagradável e algumas doenças, atuantes em 90% das agroindústrias, estas trazem uma preocupação mais delicada devido a seu difícil controle.
Foram considerados em terceiro lugar os riscos de temperaturas extremas, as poeiras e os gases e vapores, dado que demonstra claramente o tipo de empresa pesquisada, pois, observando e analisando os três percebe-se que são riscos típicos de produção elaborada por transformação submetida a cozimentos e triturações, ou seja, métodos aplicados nas agroindústrias.
Os demais riscos se manifestaram a um nível normal em relação a outros ramos de empresas. Medida mais adotada após a constatação dos riscos ambientais por ser de caráter não obrigatório a eliminação por completa do risco, cabe aos profissionais da medicina laboral aderirem à medida que fornecerá o melhor resultado para a adaptabilidade do trabalhador ao ambiente sem que este seja exposto ao risco, bem como a que for melhor para a contenção de custos da empresa. Sobretudo, a medida deve prevenir a liberação ou disseminação dos agentes e reduzir o nível ou a concentração destes no meio ambiente.
Ficou claro através dos resultados da pesquisa que as agroindústrias de Santa Catarina se utilizam de medidas diferentes umas das outras, tendo mais destaque a eliminação do risco, com 40% das agroindústrias, enquanto a minimização e o controle do risco são aplicados em 30% cada.
Percebe-se assim, que não há um padrão a ser adotado em relação aos riscos ambientais após reconhecidos. Identificar a periodicidade mais utilizada para avaliação dos riscos Figura 02 Período de avaliação do PPRA mais utilizado pelas agroindústrias de Santa Catarina Fonte: Pesquisa do autor, 2002
Os dados demonstram que em 60% das agroindústrias catarinenses a avaliação é realizada anualmente, o que pode demonstrar, de um lado, um alto controle dos riscos ambientais, não necessitando de avaliação num período inferior, ou por outro lado, pode demonstrar a falta de interesse, recursos ou até mesmo contingente para aplicar corretamente o PPRA.
Cabe então, a análise de profissionais da saúde laboral identificar o por quê desta adesão da maioria das agroindústrias em fazer a avaliação uma vez ao ano.
Entretanto há 20% que preferem avaliar o programa semestralmente, coletando os dados e elaborando as ações a serem tomadas em menos tempo que a maioria. Já as restantes fazem a avaliação mensal e trimestralmente, o que seria o ideal para o desenvolvimento do PPRA, agindo corretivamente em um período menor de tempo, verificando e solucionando possíveis manifestações dos riscos.

  • criado por  marafi criado por marafi
  • Postado em 20:18:37

AVALIAÇÃO DO (PPRA) NAS AGROINDÚSTRIAS DE SC

Carlos Klein - Graduando em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado

UNITERMOS PPRA – LER/DORT- SAÚDE LABORAL
Comentário referente ao artigo: Trabalho de conclusão de Curso de Administração Filiação científica e curriculum resumido: Universidade do Contestado – Campus Concórdia

1 INTRODUÇÃO
A força de trabalho mundial, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), compreende cerca de 45% da população do planeta. Com base nessa informação percebe-se o quanto é importante o bem-estar e a saúde do colaborador para a produtividade e o desenvolvimento sócio-econômico. Mesmo que se conheça tal importância, ainda se faz pouco para que os ambientes de trabalho melhorem a ponto de serem considerados locais ideais para se trabalhar.
Na busca de melhores mercados, as prestadoras de serviços da saúde laboral vem desenvolvendo seus trabalhos e oferecendo serviços de multidisciplinarida de, ou seja, vários profissionais da saúde do trabalho atuando num mesmo caso, para assim, suprir a demanda exigente das agroindústrias de Santa Catarina.
Constituir-se-á , então, uma avaliação que demonstre os dados necessários para que as empresas terceirizadas possam elaborar seus atividades voltadas para este cliente em potencial que são as agroindústrias do estado de Santa Catarina.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA PPRA
Conforme rege a NR-09 da CLT, qualquer indivíduo caracterizado por pessoa jurídica, seja industrial, comerciário ou de serviços, da área urbana ou rural, que tenha trabalhadores empregados é obrigado a elaborar o PPRA.
O objetivo deste programa é o controle contínuo e sistemático sobre os riscos ambientais existentes, ou aqueles que venham a existir de modo que o posto de trabalho torne-se mais seguro. Os Riscos Ambientais são constituídos de três categorias: Agentes físicos, agentes químicos e agentes biológicos.
Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som.
Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. Os empregadores deverão informar os trabalhadores de maneira apropriada e suficiente sobre os riscos ambientais que possam originar-se nos locais de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos.

LER/DORT
As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), como o próprio significado cita, são os problemas causados pela má utilização de equipamentos, métodos de trabalho incorretos para o bem-estar do operador, conseqüências de um planejamento mal elaborado ou desatenção diante da situação, ou seja, são as lesões causadas no trabalho.
Em geral, as principais queixas existentes nas pessoas afetadas por LER/DORT são a dor, localizada, irradiada ou generalizada, desconforto, fadiga, e sensação de peso. Além disso, muitos ainda relatam o formigamento, dormência, sensação de diminuição de força, edema e enrijecimento muscular, choque, falta de firmeza nas mãos, sudorese excessiva, alodínea (sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos pela pele normal). Todos estes sintomas são encontrados em diferentes graus de gravidade do quadro clínico.

  • criado por  marafi criado por marafi
  • Postado em 20:13:36

AVALIAÇÃO DO PPRA NAS AGROINDÚSTRIAS DE SC

Carlos Klein - Graduando em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado

RESUMO

A saúde laboral vem se desenvolvendo e fortalecendo a importância das empresas possuírem colaboradores que possam fornecer o melhor de si para que altos níveis de produtividade sejam alcançados.

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é um dos programas que surgiu para monitorar os postos de trabalho e os processos em busca da melhor adaptabilidade do colaborador sem que este sofra danos à sua saúde.

O PPRA é desenvolvido através de metas, prioridades e cronogramas, constituído de ações que atuam sobre os riscos, sendo priorizadas as que tiverem maior necessidade e determinando períodos para que sejam cumpridas.

As grandes agroindústrias de Santa Catarina, destaques pela produção que abastece todo o Brasil e vários outros países e pela quantidade de colaboradores, formam um mercado tentador para as prestadoras de serviço que aos poucos buscam seu espaço, aperfeiçoando- se e desenvolvendo métodos que supram as obrigações impostas pela NR 09 e superem as expectativas de seus clientes. Tal mercado, pode ser considerado pouco explorado pelas empresas terceirizadas, visto que, na maioria das agroindústrias o PPRA é elaborado pelos próprios funcionários especializados em medicina e segurança do trabalho.

Algumas prestadoras de serviços trabalham com o conceito da multidisciplinarida de, que é um conjunto de profissionais da saúde laboral trabalhando num mesmo processo, fortalecendo o leque e facilitando a entrada dos serviços na agroindústria. Esta é uma avaliação inicial que reconhece o quanto as prestadoras de serviços da saúde laboral ainda podem fazer dentro das agroindústrias catarinenses, estimulando a pesquisa mais aprofundada e até mesmo a viabilidade econômica de se aperfeiçoar neste segmento da prevenção laboral que é o PPRA.

  • criado por  marafi criado por marafi
  • Postado em 20:10:33

Como ser eficaz nas ações prevencionistas

Prevenir é melhor que remediar, este ditado já é conhecido e comprovado a muito tempo, porém muitas empresas na ânsia de prevenir e dar qualidade de vida aos seus colaboradores atropelam alguns critérios importantes e por fim se vêem investindo muito dinheiro e obtendo pífios resultados.

A palavra prevenção, segundo o dicionário Aurélio, significa ato ou efeito de prevenir-se, ou seja, fazer ou ver antes; Pensando desta forma, qualquer intervenção preventiva ou prevencionista é aquela que tenta antever e realizar ações que evitem o que pode acontecer de prejudicial à saúde do colaborador, e é neste ponto que muitas se tornam ineficazes, sim sem o efeito esperado.

E como se faz?

Inicialmente qualquer empresa que queira realmente melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, deve estar aberta a ouvir sua equipe, dar possibilidade do indivíduo com queixas expor suas súplicas sem o medo de ser perseguido daí por diante, fortalecendo desta forma uma relação de trabalho confiável e saudável; após abrir este importante canal de comunicação a empresa deverá fazer um levantamento criterioso dos problemas que acometem a equipe como um todo, visualizando sua real existência e verificando suas incidências. Uma vez realizado este reconhecimento da saúde geral dos trabalhadores, deve-se levantar os problemas mais comuns e fazer um estudo individualizado para descobrir de que forma estão ou não relacionados às rotinas de trabalho de cada um, sendo importante nesta fase o auxílio de profissionais preparados para esta compreensão.

Para um trabalho de prevenção eficaz, deve ser feito um bom estudo das condições de trabalho considerando fatores que em geral levam a problemas físicos, tais como: Fatores Biomecânicos (equipamento, repetitividade, força empregada nas tarefas, posturas inadequadas, vibração e compressão); Fatores Psicossociais (estresse no ambiente de trabalho, conflitos no relacionamento interpessoal) ; Fatores de Organização do Trabalho (ritmo acelerado, prêmios por produtividade, horas extras, trabalhos repetitivos ou monótonos e ausência de pausas); Fatores Ambientais (iluminação, ruído, temperatura, equipamentos inadequados e mobiliário sem especificações ergonômicas). A junção negativa de cada um destes fatores resulta numa péssima e desastrosa qualidade de vida do colaborador, levando a empresa a ter problemas sérios de saúde ocupacional.

Uma vez realizado todo este levantamento e analise, deve-se agir, como num jogo de xadrez, primeiro tentando eliminar os fatores de risco e caso isso não tenha sido possível, deve-se proteger os colaboradores dos riscos, muitas vezes adotando uso de EPIs mais adequados, orientações de forma de trabalho e fomentando este indivíduo de recursos de proteção direcionada, e por último, após todas estas ações deve-se investir num mecanismo de defesa e preparo para a função, adaptando todo o posto e o indivíduo.

Em geral deve-se fazer um profundo trabalho para anular os fatores já citados e somente após esta etapa investir em programas de atividades físicas que visam prevenir ou compensar esforços lesivos, pois um programa bem feito e aplicado na hora certa certamente coroa com grande êxito toda a intervenção prevencionista elevando e muito a qualidade de vida dos colaboradores, a produtividade da empresa como também sua imagem perante a comunidade e o mercado, atraindo bons funcionários e negócios.

Concluindo, a empresa que quiser estar com a melhor equipe, com bons índices de produtividade e com investimentos válidos nesta área deverá principiar-se por conhecer-se a si mesma entendendo todas as suas necessidades e por fim direcionar seus esforços seguindo critérios confiáveis e guiados por bons profissionais de saúde envolvidos em todo este processo.

Fonte: Alison Alfred Klein – Fisioterapeuta do Trabalho

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  • Postado em 20:06:25