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"Guarda-me do laço que me armaram, e das armadilhas dos que
praticam a iniq&utrema;idade" (Salmos 141:9).
Um homem ficou assistindo um índio preparar uma armadilha
para pegar um animal selvagem. Ele ficou surpreso ao
aprender que os índios nunca acionam a armadilha ou puxam o
laço na primeira vez que o animal aparece. Em vez disso, ele
deixa o animal vir repetidamente buscar o alimento. Quando o
animal fica familiarizado com o ambiente e não mais teme vir
em busca do alimento, o índio fixa a armadilha de forma a
pegá-lo da próxima vez que aparecer.
A tentação age da mesma forma. A princípio não dirige suas
setas diretamente ao coração da vítima. Ela age com engano,
atraindo a vítima aos poucos. Quando a vítima se mostra
completamente dominada, dá-lhe o golpe fatal, levando-a a
total destruição.
Muitas vezes nos deixamos seduzir pelos enganos deste mundo
sem perceber que, pouco a pouco, estamos sendo arrastados
para longe de Deus e entrando em locais de onde o retorno
será demasiadamente difícil. Achamos que não há problemas em
dar uma escapulida aqui, um avanço ali, e que tudo não passa
de uma simples diversão. Julgamos que nada nos afastará da
presença do Senhor e do gozo de Suas bênçãos.
Na realidade, o que acontece é que estamos cedendo espaço
para uma coisa chamada "tentação." Queremos experimentar
coisas novas, dar vazão às nossas fantasias e embarcar em
aventuras que poderão ser perigosas e tremendamente
destruidoras. Muitas armadilhas estão colocadas ao nosso
redor e , como o animal de nossa ilustração, achamos que
podemos entrar e sair na hora desejada. Afinal, já fomos lá
e voltamos muitas vezes e nada aconteceu! Porém, pode chegar
o dia em que a saída não seja mais possível...
Se queremos andar em liberdade de vida diante do Senhor e
continuar gozando de Suas maravilhosas bênçãos, precisamos
caminhar de mãos dadas com Ele e jamais nos afastar do
centro de Sua vontade.
Caminhando sob a empolgação das luzes do mundo, poderemos
vê-las se apagarem a qualquer momento e constatar ser tarde
demais para voltar atrás.
Paulo Roberto Barbosa:tprobert@intervox.nce.ufrj.br