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"Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em
abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á
tirado" (Mateus 25:29).
Uma mulher galesa vivia em um vale afastado no País de
Gales. Foi muito difícil para ela conseguir que a energia
elétrica fosse instalada em sua casa. A Companhia notou,
depois de certo tempo, que ela usava muito pouco da energia
agora disponível. Na realidade, o seu consumo era quase
nenhum. Eles enviaram um técnico à residência daquela
senhora para saber o motivo pelo qual a energia não estava
sendo usada. Ao chegar ao local, o homem disse à senhora:
"Nós temos checado o seu consumo. A senhora não tem usado a
eletricidade?" "Oh, sim" ela respondeu. "Nós ligamos a
energia todas as noites para poder encontrar e acender as
nossas lamparinas. Depois nós desligamos novamente."
Muitos cristãos, que têm Jesus no coração, parecem-se com
aquela senhora. Têm todas as bênçãos de Deus disponíveis,
todo o poder dos Céus à disposição, vinte e quatro horas da
presença do Senhor ao seu lado, e não gozam da vida
abundante que o nosso Deus lhes preparou. Têm a Luz do Mundo
para lhes iluminar e só mostram o brilho de uma pequena
lamparina.
Lutamos para ter uma vida feliz e cheia de regozijo. O
Senhor nos abre os braços e nos oferece esta grande bênção.
Nós a recebemos mas ninguém fica sabendo, porque escondemos
o brilho do Senhor e continuamos utilizando a velha e
insípida lamparina do passado.
Não sabemos o que aquele técnico da Companhia Elétrica fez
após saber da indiferença daquela senhora à luz que agora
estava disponível, mas o ensino do Senhor é: "Ao que tem,
mais lhe será dado. Ao que não tem, até o pouco que tem lhe
será tirado."
Deus tem derramado toda sorte de bênçãos sobre nossas vidas.
Tem nos proporcionado poder para que realizemos cada um de
nossos sonhos. Se preferimos deixar o poder de Deus de lado
para usar a lamparina deste mundo, dificilmente acharemos o
caminho para a felicidade.
Paulo Roberto Barbosa: tprobert@intervox.nce.ufrj.br
"O fruto do justo é árvore de vida; e o que ganha almas
sábio é" (Provérbios 11:30).
Certo dia, em uma reunião dirigida pelo evangelista Moody,
um homem se levantou para contar sua experiência com Deus.
"Eu tenho estado por cinco anos no Monte da Transfiguração."
"E quantas almas você levou a Cristo no ano passado?"
perguntou-lhe Moody, logo a seguir. "Eu não sei," respondeu
o homem com surpresa. "Você levou pelo menos um?" insistiu
Moody. "Eu não sei se levei ou não," respondeu o homem.
"Bem, disse Moody, esse tipo de experiência no alto do monte
não tem valor algum. Quando um homem se coloca em posição
tão elevada que não consegue descer e salvar os pobres
perdidos, alguma coisa está errada."
Qual tem sido o nosso propósito principal na obra de Deus?
Qual o alvo de nossa busca maior? Temos nos apresentado a
Cristo oferecendo a vida para servi-lo e engrandecer o Seu
nome ou almejamos alcançar um lugar cada vez mais alto para
que sejamos vistos e reconhecidos como cristãos ativos e
consagrados? Sonhamos com uma posição mais alta ou com o
lugar que o senhor nos quer colocar, mesmo que seja o mais
baixo, humilde e aparentemente sem importância?
Muitas vezes nos empenhamos tanto em mostrar nossa
capacidade de atingir metas e vencer desafios que esquecemos
de procurar saber se é isso mesmo que Deus quer de nós. Uma
grande conquista fora da vontade de Deus pode representar um
grande fracasso espiritual. A maior vitória que um cristão
pode alcançar é aquela obtida em obediência à vontade do
Senhor.
Achamos que somos vencedores quando ultrapassamos obstáculos
e atingimos o pico de nossas realizações, mas, talvez, a
grande conquista esteja exatamente em fazer o caminho
inverso. Afinal, os perdidos quase sempre não estão no ponto
mais alto de nossa caminhada.
Deus deseja que sejamos sábios e a maior sabedoria consiste
em ganhar almas para Jesus Cristo.
Paulo Roberto Barbosa:tprobert@intervox.nce.ufrj.br