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Asbestose
A longa exposição ocupacional ao amianto, ou asbesto, em pequenas partículas em forma de fibra, causa também uma fibrose pulmonar intensa e multo grave. A exposição pode ocorrer em trabalhos de mineração de amianto, fabricação de fibrocimento, baquelite, componentes elétricos , fiação de tecidos com amianto etc.
O quadro de asbestose é semelhante ao de silicose, quanto a fibrose pulmonar, mas com o agravante de ser freqüente o aparecimento de câncer de pulmão nos indivíduos acometidos de asbestose.
O controle médico e feito por meio de radiografias semestrais, como ocorre na silicose.
Outras pneumoconioses
Há inúmeros outros tipos de pneumoconioses: a mais importante é a pneumoconiose do minério de carvão, a qual é considerada por inúmeros autores como sendo, na verdade uma silicose, enquanto outros dizem que é uma doença à parte, provocada, evidentemente, pelo trabalho nas minas de carvão.
Além dessa , existem outras como: siderose (por ferro), estanose (estanho) , bagaçose (fibras vegetais) , aluminíose (alumínio), bissinose (algodão), etc.
Solventes halogenados
São de grande utilização industrial principalmente no desengraxamento de peças em metalúrgicas; são também usados como solventes de tintas e vernizes, nos pesticidas, nas lavagens a seco em tinturarias, etc.
Entre os halogenados, os mais utilizados são os solventes clorados, como o tetracloreto de carbono, o tricloroetileno, o tetracloroetileno, o tricloroetano, etc.
Estes, quando em exposição maior, também podem causar sonolência, torpor e até a morte, se a dose absorvida for muito alta ( efeito anestésico geral ).
A exposição ocupacional a estes solventes causa lesões no fígado e nos nervos periféricos, irritação pulmonar, e, em alguns casos de solventes como tetracloreto de carbono, pode ocasionar o aparecimento de câncer de fígado.
O controle deve ser feito por meio de avaliação hepática e de exames periódicos e analises de metabolitos urinários dos solventes.
Carlos Klein - Graduando em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado
Planejamento pré-definido para o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
Todas as agroindústrias catarinenses pesquisadas cumprem com a obrigação de possuírem um planejamento para a aplicação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (a Lei obriga a elaboração de um planejamento com metas, prioridades e cronograma de controle dos riscos ambientais), tal regularidade é fundamental para um perfeito andamento do programa, bem como, cria mais um meio para a prestadora de serviços de prevenção laboral desenvolver seu trabalho e fornecer um planejamento mais adequado à necessidade da empresa.
Responsável pela aplicação do PPRA na empresa
Identificamos que 80% das agroindústrias utilizam-se de serviços de seus funcionários para aplicar o PPRA, apenas 20% adquirem este serviço através da terceirização.
Percebe-se que a maioria das empresas prefere desenvolver seus próprios funcionários ou então contratar novos para desenvolverem o PPRA dentro da empresa. É necessário o aprofundamento deste assunto para assim identificar qual o fator principal de tantas empresas aderirem ao serviço interno ao invés de se utilizar da especialização e comodidade de serviços terceirizados.
Das empresas pesquisadas, duas utilizam serviços terceirizados para a aplicação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, sendo que, uma se sente satisfeita pelo serviço realizado pela prestadora e a outra agroindústria está indiferente aos serviços, ou seja, nem satisfeita, nem insatisfeita.
Analisando o resultado apontado pelas duas empresas que utilizam serviços terceirizados, podemos dizer que existe uma acomodação, ou seja, está se fazendo o necessário para cumprir a Lei, mas não superando expectativas do cliente.
5 CONCLUSÕES
Analisados os dados, notamos a importância do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) para as empresas agroindustriais do Estado de Santa Catarina.
Mesmo sendo exigido por Lei através da NR 09 (Norma Regulamentadora) vale mais dizer que a valorização do recurso humano vem crescendo constantemente e criando um compromisso com um valor tão importante quanto a própria norma, fazendo com que se desenvolvam programas que visam o bem-estar e a saúde do colaborador, bem como, a melhoria do convívio externo, criando uma ótima imagem da empresa à sociedade.
O espaço utilizado pelos próprios funcionários das agroindústrias na elaboração do PPRA pode ser um mercado a ser desenvolvido pelas prestadoras de serviços da saúde laboral, que, com uma carga de experiência e aplicação vem contribuindo para o aperfeiçoando.
Avaliamos que o mercado de Prevenção Laboral está em forte crescimento nas agroindústrias catarinenses, sendo influenciado pelo aumento da preocupação com a saúde e o ambiente, criando campo para profissionais especializados e que buscam a cada dia um empenho maior na aplicação do conhecimento, atendendo à demanda e superando expectativas de seus clientes.
BIBLIOGRAFIA
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