| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |
por Luiz Almeida Marins Filho
Tenho uma triste notícia para vocês, meus queridos alunos, disse o velho professor com voz grave: tudo o que era fácil no mundo, já foi feito. Para nós, restou o que é difícil. E não adianta reclamar. É o que nos restou!
Sábias palavras do velho mestre de administração e economia. De fato, hoje, no mundo dos negócios tudo é mais difícil. Competição acirrada, clientes mais exigentes, margens mais estreitas, globalização.
E como bem disse o professor, de nada adianta chorar ou ser contra os tempos globalizados. A realidade tem que ser enfrentada com disposição, competência e, sempre que possível, com alegria.
Empresários e profissionais que não perceberam essa verdade vivem na ilusão de que voltará o tempo em que competir era mais fácil e quando sabíamos exatamente onde estavam nossos concorrentes e quem eram eles.
Com os tempos globais não sabemos mais sequer com quem estamos competindo. O ciclo de vida curto dos produtos faz com que nos tornemos obsoletos com a rapidez de um raio. Ou mudamos todos os dias ou morreremos um pouco por dia até que nossa vida empresarial e pessoal venha a tornar-se um imprestável dinossauro.
Essa dura realidade, porém, tem um lado positivo. Somos seres privilegiados, pois vivemos na mais dinâmica era da história da humanidade. O fato positivo é que se aprendermos a mudar e fizermos da mudança uma aliada e soubermos utilizar toda a riqueza que a ciência e a tecnologia modernas estão a nos oferecer em todos os campos, seremos vencedores. O desafio é grande, mas as armas também são melhores. O acesso à informação também é global. Os meios de comunicação nos permitem acessar mercados antes inatingíveis. Os recursos disponíveis são maiores em todos os campos que analisemos. Se soubermos utilizar tudo isso com inteligência teremos sucesso.
Agora é, pois, hora de mudar ou morrer. Agora é hora de enfrentar essas dificuldades com a visão de um líder empreendedor que transforma sonhos em ações e ações em resultados.
Nesta semana, veja de qual lado você está. No dos que choram a mudança ou no lado dos que fazem da mudança mais um motivo para se renovar e crescer, para lutar e vencer.
por Luiz Almeida Marins Filho
Não sou neo-positivista. Os neo-positivistas acham que você não deve sequer pensar sobre aquilo que você não entende. Mas confesso que tenho ficado impressionado com pessoas que falam, pontificam, dogmatizam sobre coisas que não entendem. Falam com a 'segurança' que só a ignorância pode dar.
Outro dia estava numa roda de amigos com vários médicos presentes e os que não eram médicos falavam de temas médicos como hipertensão arterial e outros com tal desenvoltura e sapiência que deixaram os médicos enlouquecidos com tanta barbaridade que diziam. Vejo pessoas falando de antropologia, sociologia, mercado, contabilidade, direito, economia, mecânica, engenharia, etc. sem terem a mínima noção do ridículo em que estão ocorrendo. Antes de falar é preciso 'ligar o cérebro' e perceber a realidade de que não somos obrigados a entender de tudo e que há assuntos que exige um mínimo de especialidade ou conhecimento. Pessoas que falam a torto e a direito do que não entendem são vistas como 'corajosamente ignorantes' e passam uma péssima imagem.
É preciso que tenhamos a coragem de dizer 'eu não sei' quando o assunto foge de nossa especialidade ou conhecimento. E quando estamos com pessoas que realmente entendem de algum tema que desconhecemos devemos ter a humildade de 'ouvir' e 'aprender' ao invés de falar.
Nesta semana gostaria de sugerir que fizéssemos um exame de consciência e víssemos se nós também não estamos incorrendo nesse erro de falar do que não entendemos com a coragem dos ignorantes.